Angelina Ribeiro
Meu peito subia e descia em espasmos curtos, as mãos trêmulas agarradas ao volante. Podia ouvir meus pulsos martelando nos ouvidos. O acidente quase aconteceu, meu maior pesadelo.
Soltei a buzina com um gesto brusco, mas as pernas ainda não obedeciam. O medo me paralisava.
- Não vai descer? - a voz dele soou firme, carregada de sarcasmo. Vi Saulo abrir a porta do carro e sair, enquanto eu continuava imóvel. Prometera a Laura que não demoraria. Se alguém chamasse antes do meu re