Saulo Prado
O meu desejo por Angelina só havia sido alimentado. Ainda tinha muito o que explorar nela: dos pés aos fios vermelhos da cabeça. Aquela rapidinha não chegava nem perto do que realmente me passava pela mente.
Quando ela apareceu na sala, ainda de short jeans branco, um dos rapazes de Administração me ofereceu uma bebida. Enquanto aceitava, não tirei os olhos dela. A sensação de medo, de tensão... deixava tudo ainda mais gostoso.
E o segredo, então? Isso só aumentava o sabor.
— Ah, tia Lina ali. A Julinha tava procurando ela há pouco — disse Messias, o cara de voz arrastada, claramente já passado da conta.
— Tia? Seu safado. Vou contar pra ela que tu tava querendo dar uns amassos na filha dela outro dia — brinquei.
— Tá ficando com a Júlia? — perguntei, curioso, encarando aquele tipo playboyzinho de boné preto, mas que até parecia gente boa.
— Ela é gata, mas não quer saber de namoro, nem de ficar. Disse que só quer focar nos estudos agora — respondeu ele, dando de ombros.
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