Angelina Da Costa
- Saulo, bebendo de novo? - reclamei, ao perceber sua voz embargada.
- Um pouco não vai matar ninguém. - ele respondeu, largado na espreguiçadeira, em pleno domingo à tarde.
Meu peito pesava. Já estávamos na terceira semana após a minha saída repentina de Sobral, e nada acontecia. Esse silêncio me deixava ainda mais nervosa. Talvez Otávio estivesse mesmo acuado, sem o apoio de seus aliados. Mas ainda havia o senador, ativo como sempre, e o desembargador... esse, eu tentei inv