Angelina da Costa
Eu queria aproveitar o hoje.
O agora.
Cada segundo da minha vida sem atropelar o tempo, sem querer chegar no amanhã antes de viver o presente.
Acordei mais cedo que o habitual.
Saulo dormia relaxado na cama, o peito subindo e descendo num compasso lento. Peguei a camisa amarela dele, ainda impregnada com o perfume que talvez estivesse mais no meu corpo do que no tecido. Calcei os chinelos dele e, depois de uma higiene rápida, comecei a descer as escadas devagar.
O dia ainda es