Mundo ficciónIniciar sesiónToda vez que paro para pensar na vida me faço perguntas que sozinha não posso responder.
Na medida que vamos crescendo e tendo as desilusões que certas situações nos proporcionam temos a escolha de ficar se lamentando pelo passado ou aprender com ele; as vezes não é fácil aprendermos uma lição, tem situação que tentamos bater na mesma tecla até ela por si só parar de funcionar, e só assim a deixamos de lado. O meu erro foi tentar salvar o que não quer ser salvo. Uma vez conversando com minha avó ela disse para mim: Você quer salvar todos que estão quebrados, mas quem é que vai te salvar quando eles te machucarem? Isso ficou martelando na minha cabeça por muito tempo, mas cá estou eu machucada e sem ninguém para me salvar. Eu sempre junto forças pra sair de uma situação que não me convém mais, é difícil? Muito. Só que temos que seguir e nos priorizar. —Bia? - Minha avó me desperta dos meus pensamentos. Estamos na casa de dona Elizângela, quando os convidados do almoço foram embora ela nos convidou para tomar um vinho. Estamos todos sentados nos sofás e poltronas, da família dela está Geovana e Henrique, eles são irmãos por parte de pai ambos se parecem muito. — Meu Neto estava me falando que você vai ajudar ele na direção dos negócios. - Dona Elizângela falou com um sorriso no rosto. — Sim, espero que ele pare de implicar sempre comigo. - dou uma risadinha e Henrique me olha levantando uma sobrancelha. — Você quer sair sempre pra aula de ballet, sempre que preciso de você. — Eu tenho uma competição. - revirei os olhos — Eu estou ensaiando pra ela. - expliquei. — Ah eu não sabia. - ele estava surpreso e eu apenas sorri. Eu não tinha falado sobre a apresentação e nem que eu iria disputar com uma academia rival, o ballet pra mim é apenas um passatempo por enquanto. —Quando vai ser? - Elizângela perguntou. — Mês que vem, vou mandar o convite pra senhora. - disse. — Me coloca na lista também. - Henrique falou me fazendo olhar para ele e franzir o cenho. — O que? Não posso querer te vê dançar? - ele indagou. — Pode, só estranhei... Você não parece gostar dessas coisas. - retruquei. —E eu não gosto, vou porque é você. - ele falava sério. Acho que eu fiquei tempo de mais olhando para ele, e não disse nada apenas observei seus detalhes. Aquela cara carrancuda e séria que parecia está com raiva do mundo toda vez que ficava em silêncio. Eu não sei o que me prendeu em seu olhar que Samara teve que me tocar para eu responder algo e eu só balancei a cabeça quando olhei para ela. — Vem... - Ela disse se levantando e eu fui no automático. Segui ela até o banheiro da casa e entramos juntas. — O que eu perdi? - ela me indagou assim que eu fechei a porta. — O que? - não entendi muito o porquê da pergunta dela. — Você e o Henrique? Ele está te comendo com os olhos e você está com cara de leza olhando para ele. - Samara riu, mas depois ficou séria. — Tá afim dele? - perguntou. — Não, tá ficando doida? - eu abaixei o tom de voz com medo de alguém escutar. — Vocês estão se olhando estranho, tem algo aí. - ela espremeu os olhos até eles ficarem em uma linha fina. —Ele disse que o Andrew namora, me contou algumas coisas sobre ele. - A boca de Samara formou um Ó silencioso até ela resolver falar. — Que filho da puta... Namorar já é de mais, que ódio! - ela estava bolada. - Vamos broxar ele, deixa eu fazer isso. - ela implora. — Não, tá doída? - ri do modo que ela falou. — não quero broxar ninguém com ritual. — Eu já não gostava dele, agora que não gosto mesmo. - ela estava com raiva. —Deixa isso pra lá, só não quero saber mais dele.- falei. — Já era pra ter feito isso a muito tempo, mas você gosta de salvar algo que não precisa ser salvo, espero que você tenha aprendido. -ela estava brava, odeio quando ela fica chamando minha atenção assim. Revirei os olhos em resposta — Não quero mais falar sobre isso. — Você nunca quer, esse é seu problema. - Samy saiu do banheiro, eu não gostava de falar do Andrew com ela, sempre ficávamos emburrada uma com a outra. Não demorou muito e eu voltei para a sala, quase não falei com o Henrique, a irmã dele não desgrudava. Samara foi embora quando tudo terminou e vovó e eu caímos na cama quando chegamos em casa.






