Quando Anna me disse para ficar, quando abriu o espaço da cama e me convidou com um simples "só fica", algo dentro de mim se partiu e se reconstruiu ao mesmo tempo.
Era como se todas as cicatrizes que deixei entre nós tivessem, enfim, formado uma ponte.
Não precisei perguntar o que significava.
Não pedi explicações.
Só segurei sua mão e fiquei.
Ficamos ali, lado a lado, com Theo dormindo no bercinho.
Ela de pijama de algodão, cabelo preso no alto da cabeça, olheiras fundas.
E ainda assim,