— Você tá brincando comigo! — a voz de Lívia quase estourou meu tímpano no celular.
Sorri fraca, andando de um lado para o outro pelo apartamento minúsculo. A madeira do piso rangia sob meus passos curtos.
— Eu juro, Lív. Ele… me contratou.
— Ele, quem? — insistiu, a respiração dela vindo apressada do outro lado da linha.
Engoli seco. A palavra saiu quase como segredo:
— O próprio. O senhor Dante Bellucci.
O silêncio durou longos segundos. Eu podia ouvir apenas o barulho do trânsito distante e