(Ceci)
Segunda-feira, 7h45. Eu estava de pé no 45º andar da Torre, com meu crachá temporário, minha pasta organizada e três cópias da minuta do comitê do dia anterior. A Sarah ainda não havia chegado, mas eu já sabia o que fazer: revisar a agenda do dia, imprimir a pauta das 9h e revisar a documentação de apoio dos dois primeiros itens.
Era estranho como, em poucas semanas, aquele andar silencioso e formal havia se tornado parte do meu cotidiano. As portas de vidro, os carpetes escuros, a cafeteira programada para desligar sozinha em 10 minutos. Tudo tinha uma ordem. Tudo tinha um ritmo. E eu estava aprendendo a me mover dentro dele.
O som da porta automática anunciou Sarah, pontual, pastas em mão.
— Os documentos da reunião das 11h chegaram? — perguntou, sem tirar os óculos escuros.
— Já estão separados na sua mesa, junto com as minutas aprovadas de sexta.
Ela assentiu.
— Traga cópias para mim e para o diretor de operações. E prepare o resumo do ponto três. Reduza para dois parágrafo