(Ceci)
A manhã de terça amanheceu opaca. O céu de Veridiana, geralmente cortado pelo azul denso e firme, estava agora coberto por nuvens grossas, um cinza de chumbo que parecia antecipar chuva ou algo pior. No caminho para a Torre Arcturus, meu estômago revirava com uma sensação que não era fome nem ansiedade: era pressão. Silenciosa, firme, e constante.
A Torre, como sempre, permanecia imponente. Um espelho de vidro apontado para o céu, como se desafiasse as nuvens. Entrei, o crachá temporário