Nervosa não era bem a palavra.
Eu estava… quase fora de mim.
Os dias que eu achei que jamais chegariam, finalmente bateram à porta, pesados, implacáveis, exigindo que eu revivesse tudo aquilo que me tirou o chão um dia. Agora, estava diante do espelho, tentando pentear o cabelo com mãos que insistiam em tremer.
Meu marido estava atrás de mim, encostado na parede, uma mão no bolso da calça, a outra relaxada ao lado do corpo. Ele me observava como se esperasse que, a qualquer segundo, eu pudes