— Mamãe, mamãe — Jake correu até mim, com as perninhas ligeiras e um sorriso aberto.
— Oi, meu amor — sorri, me abaixando levemente.
Ele agarrou minhas pernas e estendeu os bracinhos. Eu o peguei no colo e beijei suas bochechas macias. Jake estava a cada dia mais esperto e mais apegado a nós.
Desde que as gêmeas nasceram, eu e Ronaldo tentávamos dar atenção a todos de forma equilibrada, mas principalmente aos mais velhos. As gêmeas ainda eram bebês; sentiam nossa falta de uma forma diferente. Emocionalmente, Emma e Jake compreendiam muito mais as mudanças.
Jake apoiou a cabeça em meu ombro e ficou ali, quietinho, como se só aquele gesto já fosse suficiente. Ronaldo estava mais à frente no jardim, com Emma e as gêmeas.
— Não quis brincar com suas irmãs? — perguntei em voz baixa.
— Quero a mamãe — respondeu manhoso.
— Oh… a mamãe está aqui, meu amor — murmurei, apertando-o um pouco mais contra mim.
Lembrei da primeira semana com as irmãs em casa. Jake queria estar