Lucas começa a rir. De verdade agora. Uma risada que soa como desespero, como a constatação de uma loucura.
— Meu Deus… — passa a mão no rosto, incrédulo. — Você transformou sua esposa numa… o quê?
— Empregada — corrijo, a palavra saindo com uma frieza calculada. — E ela aceitou com uma docilidade impressionante.
— Empregada doméstica premium? — ele pergunta, e há algo em sua voz que é quase piedade, quase pena.
Lucas me encara como se estivesse olhando para alguém que acabou de atravessar uma