Minutos depois...
Arthur
O interfone toca no fim da tarde. Curto. Seco. Um som que destoa do silêncio quase sepulcral que eu construí. No visor, a imagem de Lucas. Abro o portão eletrônico e permaneço no hall, esperando. Ouço os passos atravessarem o jardim fechado — o mesmo jardim que agora ninguém mais vê da rua. Cortinas cerradas. Janelas mudas. Ele entra como sempre entrou. Sem cerimônia, sem pressa, como quem ainda se sente no direito de invadir minha vida sem pedir licença.
Amigo de infâ