Arthur
Quando Lucas ressurge do corredor, seu rosto é uma máscara de horror e desprezo. Ele não precisa de muitas palavras; a sentença já foi dada no olhar.
— Você é doente — ele diz, a voz baixa, carregada de uma repulsa que trinta anos de amizade não foram capazes de filtrar.
Ele sai. A porta da frente se fecha atrás dele com um baque surdo, um golpe seco que ecoa pelas paredes da casa vazia como o martelo de um juiz. O som reverbera, morrendo aos poucos, até que o silêncio volta a ocupar cad