Eu observo Heitor enquanto ele interage com meu pai. É fascinante e irritante a facilidade com que ele veste essa máscara de "homem de confiança". Ele ri das piadas do meu pai, comenta sobre o mercado imobiliário e age como se a tensão que quase incendiou a cozinha momentos antes nunca tivesse existido.
— Heitor tem sido o braço direito e esquerdo de seu pai, filha — minha mãe comenta, sorrindo para ele. — Não sei o que seria dos negócios sem ele nesses últimos anos.
— Imagino — respondo, senti