O telefone chama duas vezes.
— Não acredito. — A voz dela explode do outro lado antes mesmo de eu dizer alô. — Você voltou mesmo?
Sorrio sozinha, encarando o teto.
— Voltei — confirmo. — E não é visita. É para ficar.
O grito que ela solta é alto o suficiente para eu afastar o celular do ouvido.
— EU SABIA! — ela ri. — Eu falei que você não ia aguentar ficar longe para sempre. Quando foi que chegou?
— Ontem à noite.
— E não me avisou? Sua traidora.
— Precisava respirar primeiro — digo, honesta.