Era fim de semana, e Helena caminhava pelo corredor silencioso de uma livraria no centro da cidade. Gostava daquele ambiente: o cheiro de papel, a calmaria entre estantes, a sensação de que o tempo ali desacelerava. Era sua pequena fuga, um refúgio que usava sempre que precisava respirar longe das pressões de casa.
Trazia consigo o filho, que insistia em folhear livros infantis na seção colorida, enquanto ela se perdia entre romances e biografias. O marido ficara em casa, indiferente, como qua