Narrado por Zeus Marino
Ares entrou no meu escritório com a compostura de sempre: um passo firme, a pasta fechada, sem teatro. Não precisava de apresentação. Eu já havia visto o envelope sob o selo do Don — a caligrafia que corta a sorte. Quando ele pousou o papel sobre a mesa, o som do lacre sendo rompido foi mais alto que qualquer palavra.
— É deles, — disse Ares. — Entregaram. Querem retirada voluntária em 48 horas. Em seguida, medidas econômicas.
Li rápido. A linguagem era formal, cortante: