Narrado por Ares Marino
Dois dias depois, o mundo escureceu.
A neblina era espessa na estrada estreita que cortava os Alpes como uma cicatriz velha. O carro blindado avançava em silêncio absoluto, engolindo quilômetros enquanto a noite se fechava sobre nós como um presságio.
Apolo dirigia, firme como sempre. Zeus, no banco de trás ao meu lado, conferia pela décima vez o arsenal: armas limpas, silenciadores montados, facas afiadas, cápsulas de gás e os explosivos ajustados com precisão.
Eu obser