Narrado por Donna Francesca
Nunca fui mulher de luxo. Sempre fui de terra, de fogão aceso com lenha, de missa aos domingos e café com pão velho e azeite. Quando recebi a carta dizendo que eu seria homenageada por criar duas meninas como filhas, confesso que me emocionei.
Não sou boba. Sei que ninguém olha pra uma velha como eu. Então aquele envelope foi como um carinho de Deus. Um sinal de que, talvez, minha existência não tenha sido