O campo de batalha diante do refúgio dos híbridos ainda queimava quando Magnus parou no alto de uma colina, observando a carnificina que deixava para trás. Seu exército avançava sem piedade, espalhando fogo e sombras, destruindo cada árvore, cada pedra, cada traço de resistência. Os híbridos lutavam com ferocidade, mas eram muito poucos diante da onda de escuridão que ele comandava.
O ar cheirava a sangue e fumaça, e os gritos de agonia eram como música em seus ouvidos. Ele ergueu a mão, absorvendo a energia negra que pairava no ar. Por um instante, parecia invencível.
Mas então algo o atingiu.
Uma sensação gélida correu por sua espinha, um arrepio que não vinha do campo de batalha. Era sua fortaleza, seu coração sombrio, sua prisão. Ele sentiu a ruptura como se alguém tivesse arrancado um pedaço de sua alma.
Magnus fechou os olhos, a respiração irregular.
— Não... — murmurou. — Isso não é possível.
Ele se concentrou, e as imagens surgiram em sua mente. Correntes quebradas. Portões