Yara seguia à beira do rio, os pés descalços afundando na fria lama.
As sombras sussurravam, persistentes.
Não mais dentro dela — não como antes —, mas em volta, como amantes rejeitados que se recusam a partir. As gotas de água sagrada, mesmo que parcialmente, haviam queimado a infestação, mas não a memória dela.
Era isso que doía.
A lembrança das trevas entrando nela, preenchendo cada espaço vazio, cada brecha, cada curva de seu corpo que agora parecia traí-la...
— Tu ainda és nossa — as vozes