A floresta transformou-se num borrão de movimento, conforme Mapache dançava na fronteira entre vida e morte, seu corpo um arco tensionado entre a esquiva e a investida, cada passo calculado, cada recuo uma mentira bem urdida. Ele conduzia o Senhor das Trevas num mortal balé tático, usando ligeiros golpes de joelho, giros de calcanhar e estocadas de punhais. Não para ferir, mas para guiar — como um invisível pastor conduzindo um lobo para o abatedouro.
O destino final desse perigoso ritual coreografado era o local onde Kaoru, a Filha do Eclipse, tombara. O solo ali ainda guardava a marca de seu sacrifício: um círculo arcano gravado na terra, agora aceso e tingido com seu sangue derradeiro. Linhas de poder pulsavam fracamente sob as folhas caídas, como brasas sob cinzas, à espera do combustível certo.
Os olhos de Mapache brilharam sob a máscara no exato instante em que as botas de trevas de seu oponente tocaram o centro do círculo. Ele lançou uma última rajada de lâminas ocultas — não p