Sophia
O salão já está mais vazio. As luzes vermelhas parecem mais suaves agora, quase sonolentas, como se o lugar inteiro estivesse respirando depois de uma longa orgia coletiva. Alguns casais ainda se movem devagar em alcovas distantes, gemidos baixos que soam mais como suspiros de despedida do que de tesão. Outros já se vestem, riem baixo, trocam contatos ou simplesmente saem de mãos dadas, como se nada de extraordinário tivesse acontecido.
Eu não me mexi mais.
Depois daquela última explosão