O silêncio da mansão D’Avila era cortado apenas pelo som abafado dos passos de Erick no corredor. Ao escancarar a porta do quarto do irmão, ele trazia nos olhos uma tempestade de culpa e irritação. Luan, esparramado na cama com um notebook no colo, ergueu o olhar com um sorriso de deboche que fez o sangue de Erick ferver.
— E aí, irmãozinho? Como foi o dia com os órfãos? — Luan riu, fechando o computador. — Foi tão ruim assim que você voltou com essa cara de quem chupou limão?
— Cala a boca, Lu