Na manhã seguinte, Miguel foi o primeiro a abrir os olhos, sentindo o peso doce do corpo de Luana aninhado ao seu. Por um breve segundo, ele se permitiu esquecer o mundo lá fora, as dívidas, a lida e o mistério que a envolvia, então se inclinou, depositando um beijo suave no ombro dela, subindo até encontrar o canto de seus lábios.
— Bom dia, minha linda.
— Bom dia… Já vai sair? — ela murmurou, a voz rouca de sono, os olhos semicerrados buscando o rosto dele.
— Já sim, sereia... o gado não espe