O som das rodas da cadeira de rodas sobre o assoalho de madeira era o único ruído enquanto Dona Rosa empurrava Luana para dentro de casa. O ar ainda vibrava com a eletricidade do que acontecera no estábulo.
Assim que cruzaram a soleira da sala, Rosa parou, colocou as mãos nos quadris e encarou a jovem com um olhar que misturava severidade materna e uma preocupação genuína.
— Aquele sem-vergonha... — Ela resmungou, balançando a cabeça. — O que foi que eu vi lá fora, Luana? Meu filho lhe faltou