Uma semana havia se passado desde o acidente. No sítio, o tempo parecia correr em um ritmo diferente, mais lento, compassado pelo balançar das árvores e pelo som das ferramentas de lida.
Luana já se sentia fisicamente recuperada. O corte na testa era agora uma linha rosada que começava a cicatrizar, mas as feridas na memória permaneciam abertas, drenando sua paz. Os sonhos eram constantes e neles, o rosto de um homem de olhar idêntico ao dela, um homem chamado Leon, emergia das sombras chamando