CAPÍTULO 184.
Voltar para casa com Darina é como caminhar entre destroços. Ela entra primeiro, carregando consigo a mesma frieza que carrega desde que voltou. A porta do quarto dela se fecha sem estardalhaço, mas o som é violento dentro de mim. Fico ali, parado diante da madeira branca, como se fosse um túmulo. Um túmulo que eu mesmo construí. Um túmulo onde enterrei cada gesto de carinho que ela me deu. Cada olhar, cada palavra que não valorizei.
"Você me coloca em um pedestal e diz que eu sou o melhor..."