CAPÍTULO 145.
Eliyahu Prokhorov.
Eu aprecio que Darina corra pra mim sempre que tem um pesadelo. É quase automático: ela sai do quarto, vem cambaleando pelos corredores escuros, e se enfia na minha cama como se meu peito fosse um cofre. O abrigo. O lugar seguro. Ela não fala nada. Só encosta. Dorme. Às vezes soluça baixinho, como se estivesse se desculpando por algo.
E eu deixo. Sempre deixo.
Mas começa a se tornar um pesadelo pra mim. Um outro tipo de pesadelo. Um silencioso. Que respira devagar no escuro,