CAPÍTULO 118.

Darina.

Enquanto durmo, sinto que meu corpo pesa como concreto molhado. É como se estivesse afundando lentamente, presa num mar invisível que me suga sem pressa. Não sinto meus pés, nem minhas mãos, nem o mundo ao redor. É como se eu tivesse morrido, mas sem a paz que dizem que vem com a morte. Só o vazio. Uma ausência de tudo. Até mesmo de mim.

Minha mente tá apagada. Como um interruptor desligado num cômodo escuro. Não sinto dor, nem fome, nem medo. Nem saudade. Mas sei que algo tá errado. Al
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