A noite caiu com o peso de um céu sem estrelas. Lion mal percebia a cidade que passava pela janela do carro, os dedos cerrados sobre o volante, o maxilar travado. Seu coração batia em um ritmo irregular, como se cada batida lutasse para não sucumbir à dor.
O hospital era silencioso, frio, iluminado apenas pelas luzes esparsas dos corredores. O cheiro de desinfetante e medo grudava em sua garganta. Lion passou direto pela recepção, onde já sabiam quem ele era. O segurança apenas assentiu e o dei