**Ponto de Vista: Dante**
O frio da manhã suíça, que deveria ser revigorante, parecia carregar o peso do chumbo. Eu estava na varanda da vila, observando o reflexo cinzento do lago enquanto o telefone vibrava em minha mão. O visor mostrava o nome de Luigi. A última pessoa com quem eu queria falar, mas o homem que detinha o controle de tudo o que eu construí com sangue e suor.
— Fale — ordenei, sem sequer cumprimentá-lo.
— Don — a voz de Luigi era tensa, carregada de uma urgência que eu não to