**Ponto de Vista: Dante**
A escuridão do quarto em Interlaken era absoluta, densa como o veludo, interrompida apenas pelo brilho lunar que atravessava as cortinas de linho e desenhava sombras longas sobre o carpete. O silêncio da montanha era quase hipnótico, uma calmaria que eu costumava apreciar. No entanto, naquele mês, esse mesmo silêncio havia se tornado o palco para o desmoronamento de Leyla.
Eu estava em um sono leve, o tipo de sono que todo homem na minha posição cultiva — aquele em qu