**Ponto de Vista: Leyla**
O despertar não foi um retorno à luz, mas uma descida lenta e dolorosa em uma névoa de ferro e gelo. Meus olhos pesavam, as pálpebras coladas por um sono que não parecia descanso, mas um sequestro da consciência. O cheiro de antisséptico e o estalar rítmico da chuva contra o vidro da janela foram os primeiros sinais de que eu ainda estava no mundo dos vivos.
Mas, assim que tentei me mexer, a dor me atingiu. Uma pontada aguda, um vazio físico que parecia puxar meus órgã