**Ponto de Vista: Dante**
O choro de Leyla ecoou pelo corredor como o lamento de um animal ferido. Cada soluço dela era uma facada no que restava da minha consciência, mas eu não me movi. Fiquei sentado na minha poltrona, sentindo o perfume barato e floral de Elena ainda pairando no ar, um cheiro que me dava náuseas.
Elena, a mulher loira que agora se levantava do meu colo com um sorriso cínico, era filha de um dos barões da máfia russa. Ela era uma peça de xadrez, nada mais. Um instrumento de