Na manhã seguinte, encontrei um papel dobrado sobre a mesa, ao lado do meu café da manhã.
Era rosa.
Só isso já bastava para eu desconfiar. Rosa não era uma cor que pertencia ao meu mundo, era uma cor que havia invadido minha casa junto com uma pedagoga de cachos rebeldes e um dinossauro de plástico chamado Roberto.
Abri o papel com a mesma cautela que usaria para desarmar um explosivo, e, considerando quem havia escrito aquilo, a analogia não era tão exagerada assim.
No topo, a letra arredonda