— Não invadi.
Minha voz saiu plana. Igual a todas as minhas reuniões, todas as minhas negociações, e todas as minhas interações humanas.
Ela respirou fundo.
— Com emoção. Coloque emoção na voz. Finja que é uma ameaça de verdade.
Tentei novamente.
— Não invadi.
— Mais emoção.
Olhei para Teresa, que havia surgido na porta e observava tudo segurando uma bandeja com dois copos de suco. Seus olhos escuros carregavam aquele brilho que eu conhecia bem, o brilho de quem estava assistindo a um desastre