— É estranho. — Minha voz saiu mais baixa, mais pensativa. A maçã esquecida na minha mão.
— Estranho como?
— Ele olha para a Beatrice como quem quer fazer alguma coisa... mas não faz ideia do quê. Sabe quando você vê alguém parado na beira da piscina, querendo pular, mas sem coragem? É assim. O tempo todo. Ele ama aquela menina, Clara. Dá para ver nos olhos dele. Mas ele não sabe o que fazer com esse amor. Não sabe transformar isso em gestos, em palavras, em presença.
Teresa parou de mexer a co