Fechei a porta do escritório atrás de mim. O silêncio do escritório era muito diferente do silêncio da sala de brinquedos.
O cheiro de café que impregnava a cozinha havia ficado para trás, substituído pelo aroma de couro, madeira escura e charutos que ninguém mais fumava naquele cômodo, mas cuja essência parecia impregnada nas paredes desde muito antes de eu assumir a liderança da família.
Era o cheiro do poder. O cheiro do meu pai. O cheiro do homem que um dia eu jurei que nunca me tornaria,