Uma hora depois, Noemi finalmente conseguiu convencer Beatrice a entrar. Ou, pelo menos, foi isso que Carlo pensou ao ouvir os passos se aproximando da porta principal. Ele estava na sala de estar, revisando documentos que não conseguia ler de verdade, as palavras dançavam diante de seus olhos enquanto sua mente continuava presa no jardim, naquele sorriso minúsculo, na frase da governanta.Quando as duas atravessaram o hall de entrada, Carlo levantou os olhos e sentiu algo entre a exasperação e o assombro. Noemi carregava a coroa torta sobre os cachos revoltos, que agora estavam salpicados de pequenas folhas verdes. Beatrice não estava muito melhor, tinha lama nos sapatos, uma mancha de terra na barra do vestido azul e uma pena de algum pássaro desconhecido presa nos fios escuros de cabelo.Carlo fechou os olhos por um segundo, respirando fundo. Quando os abriu novamente, sua voz saiu controlada, mas com um tom que beirava o cansaço.— Senhorita Noemi...Ela sorriu, e havia um brilho
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