O domingo amanheceu cinza em Lyon.
Mas dentro do teatro, o sol ainda parecia brilhar.
Allegra caminhava descalça entre os rastros da noite anterior: fios de luz ainda pendurados, alguns papéis esquecidos nos bancos, pedaços de tecido bordado que Nour deixara de propósito.
“Deixe algo seu onde a arte passou.”
Estava escrito num deles.
Ela sorriu, encostando-se à pilastra central.
Se fechasse os olhos, ainda podia ouvir o som da última nota.
O silêncio que veio depois.
E o aplauso que parecia eco