Na noite da apresentação, o Théâtre de l’Orangerie parecia outro.
As luzes baixas, os quadros iluminados com delicadeza, as sombras das obras se projetando nas paredes centenárias como fantasmas poéticos.
O público começava a entrar.
Alguns sentavam em silêncio, outros sussurravam entre si, encantados com a montagem circular.
Ao centro, bancos de madeira cobertos com almofadas de linho.
Nenhuma cadeira de frente para o palco — porque o palco era o todo.
E a plateia, parte da experiência.
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