Era madrugada quando deixei a mansão Morelli, envolta na neblina da mentira.
Dante dormia. Ou fingia dormir.
O corpo ao lado do meu, quente. A respiração calma demais para ser verdadeira.
Mas ele não me impediu.
Eu vesti preto. Cabelos presos.
Nada de anéis, saltos ou perfumes.
Apenas o instinto de que, naquela noite, algo ia mudar de verdade.
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O ponto de encontro era um mirante antigo no alto de Roma.
Luzes baixas, uma cruz de pedra e o som de passos ecoando contra a calçada molhada.
Vittoria