Matheus Narrando
A cada quilômetro percorrido, o motor do carro rugia como o reflexo da minha fúria. Meus punhos estavam fechados com tanta força no volante que os nós dos dedos ficaram brancos. Acelerei mais do que devia, como se a velocidade fosse capaz de dissolver a raiva que me corroía desde o café da manhã. A imagem de Valéria dizendo que iria esperar por Eduardo na porta de casa ainda martelava dentro de mim, como se fosse uma punhalada lenta e certeira.
O ar dentro do carro estava