O corredor parecia longo demais quando Isadora e Henrique subiram juntos, lado a lado. Ela mantinha o olhar fixo na frente, o buquê já abandonado em algum canto da casa, e o vestido pesado dificultando os passos. Henrique, por sua vez, parecia absurdamente tranquilo ou ao menos fingia bem. Carregava o paletó dobrado sobre um braço, como se aquilo fosse apenas mais uma noite comum.
Quando a porta se fechou atrás deles, o silêncio caiu denso.
— Nem acredito que vou conhecer Paris — comentou Henri