Continuação.
O dia tinha passado como um borrão.
Planilhas, e-mails, relatórios… uma enxurrada de tarefas que eu me obriguei a fazer sem parar. Sem respirar. Sem pensar.
Se eu me ocupasse o bastante… talvez o vazio no peito diminuísse.
Talvez eu esquecesse o gosto amargo daquela briga.
Olhei o relógio no canto da tela: 19h32.
Suspirei, esfregando os olhos cansados. Só então percebi que a sala de Otávio estava completamente apagada… Vazia.
Nem tinha percebido quando ele tinha ido embora.