Continuação.
Ela respirou fundo, ainda corada, e começou a se afastar, apoiando-se nos braços para se levantar. Cada movimento era hesitante, como se temesse perder o equilíbrio ou se expor demais. Eu permaneci sentado, observando cada gesto, sentindo meu próprio corpo reagir à proximidade dela.
— Está… melhor agora? — perguntei, tentando soar indiferente, embora a voz traísse a preocupação que eu não queria admitir.
— Sim… — respondeu, a voz baixa e trêmula. — Obrigada… por… você sabe… po