Capítulo 16

Continuação.

Lua continuava encostada na pedra, imóvel, braços cruzados como se a parede fosse seu escudo contra mim. O silêncio se alongava, denso, sufocante. Eu sentia cada segundo como uma afronta.

Então, finalmente, ela abriu a boca.

— Engraçado… — disse, sem me olhar, a voz baixa mas cortante como lâmina. — Você fala tanto em controle, em poder, mas basta eu ficar quieta que já parece perder o chão.

As palavras dela ricochetearam na caverna, atingindo-me em cheio. Meu corpo se enrijeceu.

— Cuidado com o que diz — rosnei, dando um passo à frente.

Ela ergueu os olhos, e dessa vez havia fogo neles. Um fogo diferente. Não era a chama que costumava brincar com as palavras, mas uma chama fria, calculada.

— Se essa ligação é tão forte quanto você insiste… — ela inclinou levemente a cabeça, um meio sorriso surgindo nos lábios molhados pela chuva — … então você é tão prisioneiro quanto eu.

Meu peito ardeu. Por um instante, o som da tempestade pareceu desaparecer.

Ela con
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