Continuação.
Lua continuava encostada na pedra, imóvel, braços cruzados como se a parede fosse seu escudo contra mim. O silêncio se alongava, denso, sufocante. Eu sentia cada segundo como uma afronta.
Então, finalmente, ela abriu a boca.
— Engraçado… — disse, sem me olhar, a voz baixa mas cortante como lâmina. — Você fala tanto em controle, em poder, mas basta eu ficar quieta que já parece perder o chão.
As palavras dela ricochetearam na caverna, atingindo-me em cheio. Meu corpo se enri