Aurora Mancini
À noite, a cobertura acendeu as luzes como quem respira por mim. Entrei na suíte sem preâmbulo. Ele estava de joelhos. De novo. O corpo inteiro dizendo sim, mesmo calado.
— Coleira. — ordenei.
Ele estendeu o pescoço. Fechei a fivela com firmeza. A guia cantou metal. Levei-o até o pilar. Ajustei as algemas.
— Abra as pernas. Mais. Assim. — Minha voz encontrou o timbre que governa. Eu precisava dele para esconder o tremor que subia pelos meus punhos.
Peguei a vela. A chama abriu c